(Aqui, comentário sobre o filme:
https://mundofantasmo.blogspot.com/2025/11/5208-o-agente-secreto-20112025.html )
Artigos de Braulio Tavares em sua coluna diária no "Jornal da Paraíba" (Campina Grande-PB), desde o 0001 (23 de março de 2003) até o 4098 (10 de abril de 2016). Do 4099 em diante, os textos estão sendo publicados apenas neste blog, devido ao fim da publicação do jornal impresso.
(Aqui, comentário sobre o filme:
https://mundofantasmo.blogspot.com/2025/11/5208-o-agente-secreto-20112025.html )
Houve um tempo em que existiam passagens dando acesso ao mundo antigo; trilhas estranhas, atalhos ocultos. Você virava uma esquina e de repente estava cara-a-cara com o grande mistério, o alicerce de todas as coisas. E mesmo que esse mundo antigo já tenha desaparecido, mesmo tendo sido enrolado como um velho rolo de pergaminho e guardado em algum lugar, ainda dá para escutar os seus ecos. (Da narração do filme)
Grainier se preocupava cada vez mais que algo terrível o estivesse seguindo, que a morte o encontraria ali, longe do único lugar onde ele realmente queria estar.
PEEPLESAcabamos de derrubar árvores que estão aqui há 500 anos. Isso perturba a alma de um homem, quer você reconheça ou não. (...) Este mundo é cheio de conexões sutis, rapazes. Cada fio que puxamos, não sabemos como influenciará o todo. Somos só crianças neste planeta, tirando parafusos da roda gigante, pensando que somos deuses.OUTRO LENHADOR:Isso é besteira. Já morei em Washington também. Cortei madeira por todo o Canadá e voltei. Tem árvores suficientes para cortarmos por mil anos. E quando a última for cortada, a primeira já estará tão grande quanto qualquer uma de hoje.PEEPLESEu me lembro que pensava isso mesmo quando era jovem. Exatamente o mesmo.
Sempre tentei. Sempre falhei. Não importa. Tente de novo. Falhe de novo. Falhe melhor.
Eu disse a ela: esse papel é complicado, fique tranquila, vamos experimentar várias vozes, várias posturas, várias dinâmicas... Faça de conta que está na loja experimentando vestidos na frente do espelho, sem compromisso, até achar um que você diga: Maravilha, vai ser este aqui.
O diretor geralmente diz que ficou uma maravilha, e pede pra fazer de novo. Está no papel dele, que é tranquilizar os atores. Mas eu olho para o pessoal da técnica, o pessoal que está em volta da câmera, ou com o equipamento de som. Pela reação deles, a gente sabe se ficou bom ou se ficou um porcaria. Ninguém presta atenção neles, e a reação deles é de verdade.
É um filme infanto-juvenil, eu fui lá e fiz o que me pediram. Só me arrependo de uma coisa, um gesto que fiz numa cena, perto do fim do filme... Uma coisa ridícula, que me dá vontade de esconder a cara toda vez que me lembro, mas no atropelo das filmagens acabou ficando, e não deu para refazer, vou ficar com essa vergonha para o resto da vida.
A ficção científica é a busca de uma definição do homem e de seu status no universo, baseada em nosso atual estágio de conhecimento (avançado, ainda que confuso) e é tipicamente delineada no modo Gótico ou pós-Gótico.(The Encyclopedia of Science Fiction, trad. BT)
Todo pai se preocupa com o destino de um filho que gerou (que permitiu) num momento de mera vertigem ou êxtase; era natural que o mago se preocupasse com a sorte desse filho, pensado entranha por entranha, detalhe por detalhe, ao longo de mil e uma secretas noites. (trad. BT)
Se [o Frankenstein de Mary Shelley] era de fato um protesto ou um alerta consciente, não o era contra a tecnologia em si, mas contra a tendência humana de deixar a tecnologia à vontade para criar ou descobrir sua própria ordem natural. O pecado de Victor Frankenstein não é sua criatividade, mas sua falta de empatia e de responsabilidade moral. O problema, sugeria Shelley, não é que as nossas invenções sejam refratárias ao nosso controle, mas que nós perdemos a motivação para as controlar e para lhes impor uma ordem humana capaz de refletir nossos melhores valores e ideais. (p. 161, trad. BT)
Vou mandar levantar outra parede...— Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolhoe olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,circularmente sobre a minha rede!