(ilustração: Eric Joyner)
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Artigos de Braulio Tavares em sua coluna diária no "Jornal da Paraíba" (Campina Grande-PB), desde o 0001 (23 de março de 2003) até o 4098 (10 de abril de 2016). Do 4099 em diante, os textos estão sendo publicados apenas neste blog, devido ao fim da publicação do jornal impresso.
“O Sono
dos Humildes” (Patuá, 2021), de Alexei Bueno
Alexei Bueno é um dos defensores
quixotescos da forma-fixa na poesia (tal como eu), e poucos a exploram tão bem
quanto ele. Na poesia atual, um oceano de versos que não enxergam a si
próprios, a forma fixa traz uma utopia de rigor e flexibilidade, porque ela
estabelece uma medida, e cabe à voz do poeta forçar essa regra da métrica e da
rima de todas as formas possíveis. Alexei usa formas variadas para refletir
sobre a vida, a morte, a materialidade do instante, como em “Às Cegas”:
(...) Há
um ser sem tempo que não concebemos.
Que nos faz recolhendo-se ao seu ser.
Dentro
do fora dele nos movemos
Sem
nunca o conhecer.
Nosso
acidente nada alterará.
Mas por
que existe? O sempre nasce da hora
Em que
o instante se apaga, o que aqui há,
E este
sol negro, o agora.
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Veja outros comentários das leituras do ano:
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