Não são robôs musculosos, schwarzeneggerianos,
armados de espingardas-doze. São, é claro, as maquininhas aparentemente
benignas que usamos: notebooks, celulares, iPads, desktops, mainframes... Para
o documentarista James Barrat, em seu livro Our Final Invention: Artificial
Intelligence and the End of the Human Era, está se aproximando aquele momento
que alguns escritores de FC chamam A Singularidade, quando as inteligências
artificiais criadas pelo homem superarão a inteligência da nossa espécie. Pode
ser um upgrade cósmico de integração a uma inteligência universal; mas pode ser
o momento em que as máquinas simplesmente tomarão a decisão de nos descartar.
Um artigo de Greg Scoblete (http://bit.ly/1jtH1Yc)
avalia com elas nos eliminarão: “Pensem no mundo de hoje. Vírus de computador
viajam pelo ar. Nossas casas, carros, aviões, hospitais, refrigeradores,
fornos, estão conectados a uma “Internet de objetos” que não cessa de se ampliar
valendo-se da banda larga sem fio. Estamos cada vez mais integrando elementos
eletrônicos aos nossos corpos. Vamos extrapolar essas tendências para 2040: a
Super-Inteligência Artificial surgirá num mundo cada vez mais dependente do virtual,
e vulnerável a ele.”
À inevitável pergunta: ”Mas por que essa
Super-Inteligência iria querer nos eliminar?” Scoblete responde: “Computadores,
como os humanos, precisam de energia. Numa competição por recursos energéticos as
máquinas se preocupariam tão pouco em nos conceder acesso a eles quanto nós nos
preocupamos com a próxima refeição de uma formiga.”
A preocupação procede, e o livro de James Barrar
sugere um cenário interessante para a literatura. Para ele, no momento em que
essa Super-Inteligência Artificial for criada, não teremos como controlá-la
porque ela terá a tendência a se retroalimentar e aumentar exponencialmente sua
própria potência e seu alcance. “O tempo necessário para que ela nos deixe tão
minúsculos quanto as formigas pode ser uma questão de dias, se não de simples
horas, depois de ser criada. Pior: os cientistas humanos podem nem perceber que
criaram essa Super-Inteligência, até ser tarde demais para contê-la”.










