É um gancho narrativo dos mais elementares, e que sempre
funciona. Por isso mesmo, deve ser usado com parcimônia, porque depois da
terceira vez o leitor pensa, meio sem pensar, “ih, lá vem isso de novo”.
Suponhamos o seguinte trecho de um romance:
“Smith deixou as coisas no hotel, lanchou num bar, assistiu um filme, e
de noite foi para a orla da praia, onde pessoas caminhavam, andavam de
bicicleta, passeavam com as crianças. Ele lembrou da última vez em que ele e
Marybelle tinham ido para a casa dos amigos na Flórida.
Marybelle. Fazia tempos que não pensava nela. Há anos que ela sumira de
sua vida por completo. (Etc e tal.)”
Mencionar o personagem, e usar o nome como uma espécie de
crachá abrindo o parágrafo seguinte, é um procedimento para informar o leitor
de que estão saindo do continuum de
ação para o de digressão e memória.
É um clichê narrativo, essa técnica de abrir assim um parágrafo,
anunciando um nome de pessoa, um lugar específico, um fato ou uma época (“Ah,
aquelas férias na montanha com os primos!”). Basta isso para que o leitor
ressete a bússola mental e acompanhe o novo canal narrativo, sem nenhum
percalço.
O leitor acompanha as mais absurdistas das histórias, se
a narração delas fizer um sentido minimamente narrativo: aí estão Campos de
Carvalho, Robert Sheckley, Ionesco, Jarry. Acontecem somente coisas bizarras,
mas o leitor não tem o menor problema em acompanhá-las. Seu problema é quando a linguagem narrativa
funciona de outra forma – como em James Joyce ou como o Catatau de Paulo Leminski, que são fluxos de frases pouco
consequenciais.
Leminski... Os dois romances publicados pelo poeta
curitibano (Agora é que são elas, Catatau) são muito diferentes, e nenhum
dos dois obedece a essa estilística que poderíamos chamar “estilística de
best-seller”, se isso não passasse a idéia errônea de que livros assim vendem
mais do que os outros. Não vendem. Apenas são livros mais fáceis de entender,
porque o autor vai sinalizando o rumo para o leitor, usando artifícios dessa
natureza. Artifícios que funcionam como aquelas bandeirolas que o pessoal finca
nas trilhas entre terras pantanosas, avisando aos transeuntes: “venha por
aqui”.
O leitor precisa de continuidade, precisa saber onde está
pisando, mesmo que a paisagem em torno seja de árvores desconhecidas.
O que mais atrapalha um leitor e impede o seu avanço no
texto não é uma história difícil de compreender (embora isto possa pesar, é
claro). É a sinalização gráfica.
Grande parte dos leitores de José Saramago – me refiro a
leitores cultos, experientes – se queixa da sua maneira pouco ortodoxa de usar
a pontuação, as letras maiúsculas, a troca de interlocutores (que ele às vezes
amontoa num mesmo parágrafo, sem dar sinais muito claros de quem disse o quê).
A prosa de ficção da segunda metade do século 20 nos
acostumou a uma série de liberdades. Mas não acostumou todo mundo ao mesmo
tempo.
Hoje em dia, muitos leitores conseguem se virar sem muito
problema diante de um parágrafo como este:
Cheguei no prédio que me indicaram. O porteiro era um cara grandão,
sonolento. Boa tarde, mora aqui Doutor Altamiro? Pode ser e pode não ser. Quem
quer falar com ele? Me botou um olhar de buldogue entre o almoço e a sesta.
Olhe, ele não me conhece. Diga que é da parte de Felisberto. Ele mexeu no
interfone, resmungou baixinho, de propósito, pousou o aparelho de volta.
Seiscentos e um.
Existem aí três planos de discurso, a narração “de fora”,
a voz de A e a voz de B. Como a cena é bastante clara, é natural esperar que o
leitor faça a decodificação sem muito problema. E tem mais uma coisa: como os
três planos vêm misturados, é preciso que depois de cada ponto e a cada início
de frase o leitor interprete, compare e decida: “ah, agora é fulano quem está
falando”. São microdecisões tomadas ao longo da leitura, e isso acaba sendo
bom, porque, como diz o pessoal mais tarimbado, evita que o leitor pegue no
sono.
O mesmo trecho, numa sinalização gráfica convencional,
viria mais ou menos assim:
Cheguei no prédio que me indicaram. O porteiro era um cara grandão,
sonolento.
– Boa tarde, mora aqui Doutor Altamiro?
– Pode ser e pode não ser. Quem quer falar com ele? – Me botou um olhar
de buldogue entre o almoço e a sesta.
– Olhe, ele não me conhece. Diga que é da parte de Felisberto.
Ele mexeu no interfone, resmungou baixinho, de propósito, pousou o
aparelho de volta.
– Seiscentos e um.
Fica mais óbvio, fica mais confortável, mais “conforme o
figurino”, porque a sinalização está claríssima. Mas não se pode dizer que o
primeiro exemplo está incompreensível. Pelo menos me parece mais fluido do que
muitos parágrafos (brilhantes, por outros critérios) de José Saramago.
Saramago... Sua coragem de misturar um português
clássico, castiço, e uma sinalização heterodoxa causaram surpresa em muitos
leitores, para quem esses dois aspectos se excluíam mutuamente. Mas são
combinações desse tipo que marcam um estilo, deixam-no totalmente pessoal – no
que isto tem de bom ou de ruim.
E se a história que o autor está contando valer a pena, e
se for complicada, e se tiver valores e qualidades como história em si... não
custa nada sinalizar, deixar que o leitor perceba sem esforço adicional quem
falou, quem respondeu, onde aquilo está acontecendo, se é fato real do momento,
se está se passando na memória ou na imaginação do personagem. Pequenas
sinalizações. Como faz o metrô, que nunca deixa de avisar o óbvio, sem se
preocupar pensando que todo mundo já sabe: Próxima
estação, Cinelândia. Desembarque pelo lado direito.
Se a história estiver bem sinalizada, o autor pode
arrebatar o leitor para a viagem que bem entender.
Graças a Deus acreditei no Dr. ODION depois de ler tantos testemunhos sobre seu trabalho e decidi entrar em contato com ele. Estou escrevendo meu próprio testemunho que nunca pensei que seria possível. Antes de conhecer o Dr. ODION, eu sentia que tudo isso eram crenças supersticiosas e o feitiço não foi cientificamente comprovado como verdadeiro, mas esse lançador de feitiço me fez acreditar o contrário. ELE É UM BOM HOMEM. Eu recuperei meu ex-namorado com a ajuda deste homem depois de 1 ano de tentativas, mas nenhum meio possível parecia mostrar. Se você leu qualquer testemunho sobre o Dr. ODION, é verdade. Meu namorado me deixou há mais de 1 ano e eu estava querendo tê-lo de volta e tentei implorar para ele voltar para mim, mas ele me deu ouvidos moucos e me fez passar de boba em público. O Dr. ODION foi encaminhado a mim por um amigo meu que ele também ajudou no meu local de trabalho e eu disse a ele que ele era supersticioso e um tolo por acreditar nessas coisas fetichistas. Mas depois de tantas reflexões sobre isso, procurei por ele na Internet e decidi contatá-lo por e-mail. Ele logo me deu seu número de celular e conversamos um pouco também. Ele é o melhor. Antes de seu feitiço funcionar, eu já tinha certeza. Em 2 dias, meu ex-namorado depois de 1 ano zombando de ser um homem inútil, veio me implorar desta vez. Eu não sabia o que esse homem fazia, mas ele é muito bom em fazer isso por mim. Estou agradecendo a ele e ao meu amigo por conhecê-lo também todos os dias da minha vida. Acredito que ele ajudará qualquer pessoa que vier a contatá-lo (drodion60@yandex.com) ou pelo WhatsApp para ele +2349060503921.
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